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Chineses confirmam fábrica de caminhões em Camaquã

19/04/2012 08:08:36
Caco ArgemiFoto 1/ 1 Representante Lian Bing Yun assina documento de cooperação com o Estado

O Governo do Estado e a empresa chinesa Shiyan Yunlihong Industrial and Trade Company assinaram na terça-feira, 17, no Palácio Piratini, um protocolo de intenções que oficializa o projeto de instalação da fábrica de caminhões e de veículos comerciais leves no Rio Grande do Sul.

Representantes da companhia confirmaram que o investimento será feito em Camaquã, após negociação que incluiu a cidade de Santa Maria.


A montadora é um dos braços da gigante chinesa Dongfeng Motor Corporation, que produz veículos de passeio, comerciais leves e médios, caminhões, motores, chassis, autopeças, tratores, reboques e ônibus. Em 2009, a companhia produziu 1,9 milhão de unidades na China, gerou 120 mil empregos, com uma receita anual aproximada de US$ 25 bilhões. O governador Tarso Genro destacou que o Rio Grande do Sul está preparado para receber esse e outros investimentos. “Temos trabalhadores qualificados que vão nos permitir dar um salto de crescimento com o reforço da nova Política Industrial”, afirmou.


De acordo com a presidente da empresa, Lian Bing Yun, o projeto para a primeira planta no Brasil prevê a instalação de uma fábrica para montagem e produção de comerciais leves e médios, com gradativa nacionalização de componentes, já em 2013. “Fizemos uma opção técnica por Camaquã, por questões de logística e de suprimentos (fornecedores)”, afirmou, agradecendo a acolhida nos municípios visitados. Lian ressaltou que também ficou impressionada com o que viu em Santa Maria. “Na China, manteremos reuniões com outros grupos de investidores e relataremos as potencialidades apresentadas por esta cidade”, garantiu.


Investimento


O investimento inicial será de R$ 185 milhões, com previsão de geração de 200 empregos na implantação e 455 postos de trabalho na operação. O Rio Grande do Sul deve responder por 20% das vendas da fábrica, outros Estados da federação responderão por 60% e 20% serão destinados à exportação para países da América Latina e África.


A empresa chinesa espera que, no prazo de 60 a 90 dias, esteja em condições de operar no Brasil. A companhia acredita que em dez meses possa erguer as suas instalações em uma área de cem hectares escolhida no município da região Sul. “A previsão é de que em um ano e meio a fábrica entre em operação, inicialmente com uma produção de 5 mil veículos por ano, com a meta de atingir 20 mil unidades em cinco anos”, explicou a executiva.


“A produção dessas montadoras tem uma capacidade extraordinária de entrar em sintonia com a base de fornecedores já instalada no Estado, podendo gerar resultados muito mais expressivos no adensamento das nossas cadeias produtivas”, explicou o secretario de Desenvolvimento e Promoção de Investimento (SDPI), Mauro Knijnik. O automotivo é um dos 22 setores estratégicos da Política Industrial. (AI)

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