A era das redes sociais, pelo jeito, chegou para ficar. No fundo, no fundo, todo mundo tem algo a dizer ou a mostrar. Tudo mundo tem um pouco de ‘bebebe’. Quando iniciamos o blogue Da Redação aqui na Folha do Mate fiquei fascinado, por se tratar de mais uma forma de comunicação e de expressão, em que poderíamos comentar assuntos da comunidade e do mundo e também mostrar um pouco mais do nosso trabalho jornalístico, acrescentando impressões sobre os fatos, corriqueiros ou não.
Depois surgiu o Facebook. O Orkut já bombava, mas sem despertar, em minha pessoa, qualquer vontade de ter uma página. O Twitter menos ainda. Confesso que sentia receio de tanta exposição. No Face, resolvi arriscar meu ingresso, mediante os convites que chegavam quase que diariamente. E se tem uma coisa que acho bem legal neste espaço são as trocas de informações entre amigos, parentes e conhecidos, sobre o filho que nasceu ou se formou, o passeio realizado durante as férias, lembrando de algum momento especial compartilhado com alguém ou repercutindo com críticas ou elogios a fatos ocorridos ou simplesmente deixando mensagens. As redes sociais têm o poder de aproximar quem está distante.
Por outro lado, tem o poder de distanciar quem está próximo, pois é preciso estar ligado 24 horas, se não quiser perder nada. O que não é meu caso. Também tenho visto alguns postagens que considero desnecessárias, por nada acrescentar. Mas aí, entramos no campo da individualidade. Cada pessoa tem um pensamento a respeito do que publicar ou não.
Particularmente, tenho utilizado o ‘Face’ para receber informações. Além dos ‘amigos’ que vou adicionando, também busco por notícias de sites especializados (cultura, política, notícias etc), de acordo com os meus interesses pessoais e profissionais – outro fator que considero positivo nesta questão das redes sociais. E me chama atenção texto publicado no site Observatório da Imprensa, reproduzido do New York Times, sobre a venda de ações ao público pelo Facebook, que tem como inventário exatamente essas informações que inocentemente trocamos.
Digo inocentemente porque, no ‘andar da carroça’, vamos tomando consciência do poder ilimitado que têm as redes sociais, podendo, inclusive, ser utilizados contra os próprios usuários – nós, simples mortais. Podemos perder nossos empregos, nossos filhos em uma disputa judicial, podemos ser descobertos pelo Fisco (isso é bom), ter um seguro saúde ou um cartão de crédito rejeitados, tudo isso por conta de nossa autenticidade em expressar pensamentos e/ou sentimento. O fato de trocarmos informações é uma forma de empresas de tecnologia agregar informações e renda (muita renda).
É fato consumado e estamos “aprendendo” a conviver com isso.
Caco Villanova













